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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ela

Ela tinha sede de alguma coisa. Necessitava. Precisava. Não sabia exatamente o que lhe faltava. Estava cansada. Mas não tinha desistido, talvez nunca desistisse. Ela queria viver outra vez. Morrer já tinha se tornado rotina em sua vida. Dizia estar bem. Fingia, e fazia com que ninguém percebesse o que se passava dentro dela. Cobria todas as cicatrizes que ela também evitava olhar, porque ver aquilo doía. Machucava lembrar. Suas lágrimas já tinham secado. O silêncio havia se instalado nela. A dor estava se tornando insuportável. Mesmo assim, ela sorria meia sem jeito, mesmo sem vontade, sorria naquela insipidez. Ter que encarar a vida, levantar todos os dias com um sorriso no rosto e conviver com as pessoas, estava se tornando mais difícil do que ela imaginava. Mas, continuava... Incompleta, insatisfeita, inventando felicidades.

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